O começo

Quando era pequenina se havia coisa que me irritava era estar ao balcão de um café à espera que me atendessem. Esperava educadamente que chegasse a minha vez e me perguntassem o que queria. Só que a vez não chegava porque não tinha tamanho. Eu só queria pedir um café para a minha mãe e um queque para mim, e até levava logo o dinheiro para pagar. Mas porque é que isto me acontecia? Qual era o problema de ainda ser criança? Eu também era uma pessoa, pequena mas pessoa, era cliente como os outros. Voltava à mesa, revoltada porque tinha sido mal atendida e dizia: "quando for grande quero ter um café para atender bem as pessoas".

Depois de ser ignorada, a minha mãe lá fazia o pedido, e curiosamente - e sem ninguém me tivesse ensinado - só comia o queque depois da conta paga. Bem cedo compreendi o conceito de pré-pagamento, mesmo sem que este existisse na terrinha onde nasci.

Em suma, bem cedo se revelou a minha sensibilidade para a gestão e o marketing (e também para o vitrinismo, mas essa é outra história). Ora bem, não tenho nenhum café (quiçá um dia...), mas tenho um blog dedicado ao tema.

Não é uma obsessão, mas podia ser. O certo é que sou exigente no que diz respeito a cafés. Se interrompemos o que estamos a fazer para ter o prazer de tomar um café, então não estraguem tudo se faz favor.

2 comments:

Cerejinha said...

Mana, sugiro que desvendes aqui a técnica de comer o queque :-D, sim, porque um queque não se come de qualquer maneira...o protocolo é rigoroso e tem de ser impreterivelmente seguido :-P caso contrário lá se vai o sabor do queque!!!!!

Mr.T said...

Muito bom este último parágrafo. Vou ficando atento a estes cafés. Para mim é uma bica curta!